quinta-feira, 17 de março de 2011

A Máfia Italiana e o ácido sulfúrico


Não adianta nem tentar. Jogar um cadáver em um tanque de ácido sulfúrico não vai fazê-lo se dissolver em minutos. A pesquisa da Universidade de Palermo foi apresentada no encontro anual da Academia Americana de Ciências Forenses. O estudo foi realizado para tentar desvendar os mistérios da “lupara bianca”, como são chamados os “crimes perfeitos” da máfia italiana, quando um sujeito era assassinado mas seu corpo jamais era encontrado.

Os experimentos foram realizados utilizando carcaças de porcos no lugar de corpos humanos. O resultado? Demorou dias para a “carne” do animal ser dissolvida no ácido sulfúrico. Contudo, eles descobriram que adicionar água ao processo pode acelerar o processo. As cartilagens e os músculos dissolvem e os ossos viram pé em até 12 horas, mas o corpo fica “apenas” irreconhecível. “Mas é impossível destruir completamente o corpo com ácido”, disse o co-autor do trabalho, Massimo Grillo.

De acordo com outro pesquisador participante, Filippo Cascino, a polícia de Palermo encontrou tanques de ácido em esconderijos que ficaram conhecidos como “câmaras da morte”, onde o chefão do crime Filippo Marchese teria dissolvidos algumas vítimas depois de tê-las torturado, nos anos 1980. Informantes chegaram a descrever o processo: “nós colocávamos a pessoa no ácido. Em 15 ou 20 minutos elas nem existiam mais. Elas viravam líquido”. Os pesquisadores discordam, pode ter levado muito mais tempo que isso.

segunda-feira, 14 de março de 2011

ENTENDA O TERREMOTO NO JAPÃO

Acidente nuclear no Japão é mais grave, afirma autoridade francesa


Franceses avaliam incidente em usina em Fukushima como grau 5.
No sábado, japoneses o avaliaram em 4, em escala em que Chernobyl é 7.


O acidente nuclear de Fukushima alcançou um nível de gravidade maior do que Three Mile Island, mas não chegou ao nível de Chernobyi, afirmou nesta segunda-feira (14) o presidente da Autoridade Francesa de Segurança Nuclear (ASN), André-Claude Lacoste.

"Temos a impressão de que estamos pelo menos em nível 5 ou nível 6 (de uma escala de 7)", indicou Lacoste à imprensa. "É algo além de Three Mile Island (nível 5) sem alcançar Chernobil (nível 7). Estamos com toda certeza num nível intermediário, mas não se pode descartar que podemos chegar a um nível da catástrofe de Chernobil", acerscentou.

No sábado, as autoridades japonesas anunciaram que o acidente na usina de Fukushima N°1 alcançou o nível 4 da escala de acontecimentos nucleares e radiológicos (INES), que tem seu máximo no nível 7.

Segundo esta escala, a catástrofe nuclear de Chernobyl, ocorrida em abril de 1986, foi avaliada no nível 7, o mais alto jamais alcançado, definido como um "acidente maior, com um efeito estendido ao meio ambiente e à saúde".

O nível 6, ou "acidente grave", se refere a um "vazamento importante que pode exigir a aplicação integral de contramedidas previstas", e o nível 5, um "acidente com vazamento limitado".

Three Mile Island é uma central nuclear americana que, em 28 de março de 1979, sofreu uma fusão parcial.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Japão decreta "estado de emergência nuclear" em usina

Terremoto e posterior tsunami cortaram o fluxo de energia elétrica na central, impossibilitando o funcionamento do mecanismo de refrigeração da usina
Por Agência EFE

O Japão decretou "estado de emergência nuclear" na usina atômica de Fukushima Daiichi, após o terremoto de magnitude 8,8 na escala Richter que atingiu o país nesta sexta-feira, indicou o Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Segundo a informação apresentada pelas autoridades japonesas à agência nuclear da ONU, o terremoto e o posterior tsunami cortaram o fluxo de energia elétrica na central e o motor diesel de emergência que deveria suprir essa carência também não funciona, devido aos danos causados pelo desastre.

As autoridades continuam tentando regular o sistema alternativo de energia para fazer funcionar o mecanismo de refrigeração da usina nuclear, assinalou a AIEA em comunicado divulgado em Viena.

O combustível nuclear requer um esfriamento contínuo inclusive quando as instalações atômicas deixam de funcionar, lembrou a agência nuclear da ONU.

Em outra usina nuclear próxima, Fukushima Daini, as autoridades decretaram "estado elevado de alerta", indicou a AIEA.

O terremoto paralisou a atividade de 11 usinas nucleares, mas o Governo japonês negou que material radioativo tenha escapado das centrais.

Milhares de pessoas que residiam em um raio de três quilômetros da central de Fukushima Daiichi foram evacuadas a pedido das autoridades locais, após a detecção de problemas na usina.