domingo, 17 de abril de 2011

Tsunami do Japão já Tinha Sido Avisada Pelos Peixes


Cinco dias antes do pior terremoto da história do Japão, que aconteceu nesta sexta-feira, 11 de março, o aparecimento inexplicável de um peixe que é conhecido tradicionalmente como o "Mensageiro de Deus - Palácio do mar" preocupou alguns japoneses.


O peixe gigante pode crescer até 5 metros de comprimento e é encontrado normalmente em profundidades de 1.000 metros e, muito raramente, a 200 metros da superfície. Nas últimas semanas, 10 espécimes foram encontrados junto à costa ou em redes de pesca ao largo da província de Ishikawa. Outros têm sido relatados em Kyoto, Shimane e Nagasaki, todos no norte da costa.


Segundo a sabedoria tradicional japonesa, a subida dos peixes para a superfície e praia são para avisar de um terremoto iminente - e há teorias científicas que peixes do fundo do mar podem muito bem ser suscetíveis a movimentos de falhas sísmicas e agir de forma incaracterística antes de um terremoto - mas os especialistas aqui estão colocando mais fé em sua alta tecnologia de monitoramento constante das placas tectônicas sob a superfície.


Hiroshi Tajihi, vice-diretor do centro de terremotos Kobe Centre disse: "Nos tempos antigos, os japoneses acreditavam que peixes alertavam sobre terremotos, principalmente o "oarfish" (o peixe que se vê na foto), mas são apenas velhas superstições e não existe nenhuma relação científica entre estes avistamentos e um terremoto", disse ele.


E então o tremor de magnitude 8,9 que foi o maior do país e o 7º maior da história acabou de atingir a costa nordeste do Japão! Quando os animais avisam eles nunca erram!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Por Que as Formigas Levam Folhas Para o Formigueiro?


Aquelas que cortam e carregam folhas, são chamadas de “formigas cortadeiras” ou “formigas corta-folhas”. E ao contrário do que muitos pensam, elas não comem as folhas e tampouco as usam para fortalecer as paredes do formigueiro.

Formigas cortadeiras usam as folhas para cultivar um tipo de fungo (uma espécie de mofo) que utilizam como alimento. Isso mesmo! Dentro do ninho elas mastigam as folhas e formam uma polpa que usam como base para cultivar fungos em seus jardins subterrâneos. Os formigueiros geralmente são imensos. Os ninhos podem ter mil câmaras e se estender a profundidades de até seis metros. Lá dentro, cerca de um milhão de formigas podem estar trabalhando.

Para cultivar o fungo, são necessárias formigas pequenas e grandes. As maiores são “trabalhadoras” e saem à noite para recolher folhas, e usam suas mandíbulas longas e dotadas de ganchos para cortá-las. Depois, marcham de volta ao ninho, segurando as folhas por sobre a cabeça. Por esse motivo elas algumas vezes são chamadas de formigas guarda-chuva ou formigas guarda-sol. Dentro do ninho, formigas menores mastigam as folhas e formam uma polpa, ou pasta e colocam essa pasta sobre os fungos. Mais tarde, pequenas formigas colhem o fungo e alimentam a colônia.

Óleo de Fritura Vira Combustível no Mc Donald's


Cerca de 3 milhões de litros de óleo de cozinha são utilizados na fritura de batatas e empanados nos 580 restaurantes da rede McDonald’s no Brasil. O resíduo, que antes virava sabão, transforma-se em biodiesel, para abastecer os caminhões de entrega da rede. O projeto, em caráter experimental em 20 lojas, já produz entre 2 000 e 3 000 litros de biodiesel por mês. No próximo ano, deverá ser adotado em todas as lojas do grupo.

“Há um potencial de produzir até 2 milhões de litros de biodiesel por ano quando o programa for estendido para toda a rede”, afirma José Augusto Rodrigues dos Santos, executivo da Martin-Brower, empresa que é responsável pela ideia pioneira. Cinco caminhões de entrega fazem seu trabalho normal e também recolhem o óleo de cozinha do projeto. E também são abastecidos com o biodiesel.

VEJA QUADRO: Como o projeto funciona em detalhes

Quatro deles rodam com B20 (20% de biodiesel adicionado ao diesel comum) e um com B100 (100% de biodiesel). “Caso a iniciativa realmente funcione, vamos exportá-la para a matriz, nos Estados Unidos”, afirma o executivo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sistema dessaliniza água do mar usando energia renovável


Dessalinização alternativa

Um sistema mecânico capaz de transformar a água do mar em água potável utilizando energia renovável acaba de ser desenvolvido na Escola Politécnica (Poli) da USP.

O equipamento poderá atender a necessidade de países como Cabo Verde, na África, onde a água potável não é um recurso tão abundante.

O projeto é de autoria do engenheiro Juvenal Rocha Dias, cidadão caboverdiano, que efetuou os cálculos e medições para o trabalho durante suas pesquisas de mestrado e doutorado na Poli. A ideia surgiu justamente pela observação das necessidades de seu país de origem.

Segundo Dias, já é possível que os governos de países menos desenvolvidos pensem numa alternativa menos custosa que a técnica mais comum de dessalinização, que funciona com energia elétrica obtida a partir da queima de combustível fóssil, como o diesel.

A nova alternativa propõe ser menos nociva ao meio ambiente e pode custar menos ao poder público, no que diz respeito aos gastos com a compra de combustíveis derivados do petróleo.

Coluna de dessalinização

O sistema denominado "coluna de dessalinização" funciona basicamente como um filtro, utilizando energia eólica - fornecida pelos ventos - provinda de cata-ventos ou turbinas eólicas, e energia potencial gravitacional, que existe por conta da força da gravidade, relacionada à massa dos corpos e à altura da qual se encontram.

Dias explica que o processo de dessalinização se inicia com o bombeamento de água salgada para a parte superior de uma coluna, em formato cilíndrico, onde há um reservatório.

O peso dessa água impulsiona um êmbolo que pressiona o ar contido em uma câmara inferior do sistema. Esse ar exerce uma força sobre outro reservatório. A água contida nele é pressionada e passa por uma espécie de membrana.

A membrana é o filtro do sistema, que compõe o método conhecido como "osmose reversa". Assim, a água, antes salgada, passa pela coluna, é filtrada e transformada em água potável.

Segundo o pesquisador, a dimensão da coluna a ser construída depende do consumo de água potável desejado. Por exemplo, para a produção de 5 mil metros cúbicos (m3) de água, o que equivale, em média, à água utilizada por 10 pessoas ao longo de um dia, o sistema deve possuir cerca de 25 metros (m) de altura.

De acordo com os cálculos realizados, o consumo específico de energia no processo equivale a 2,8 kWh/m3 de água potável produzida, bem abaixo do consumo específico de energia de sistemas convencionais, que apresentam valores em torno 10 kWh/m3 de água potável produzida a partir da dessalinização da água do mar.

Custo e usos alternativos

A professora Eliane Fadigas, orientadora do estudo, diz que os possíveis gastos com a construção e instalação do sistema podem ser caros. Porém, a longo prazo, o investimento pode valer a pena, principalmente para países na situação econômica como a de Cabo Verde.

"O governo vai poder redirecionar o dinheiro que era utilizado com a compra de Diesel para outras necessidades, ligadas também à população. É evidente que tudo isso depende da vontade política", explica Eliane.

"Além de servir para transformar a água do mar em água potável, a coluna também pode ser adaptada e reprojetada para outros fins. Por exemplo, a partir do uso de filtros apropriados, o sistema pode ser utilizado para a despoluição de riachos e lagos, ou mesmo como fonte de água para uso na agricultura ou produção de energia elétrica", acrescenta a professora Eliane. "Ao idealizar o sistema, pensamos não só na questão dos gases poluentes, mas também onde poderíamos depositar o sal retirado da água. Esse 'resto' pode ser, por exemplo, devolvido para o mar de uma forma controlada", completa o engenheiro.

Limitações do projeto

Durante o estudo na Poli, o pesquisador construiu um protótipo da coluna, utilizando materiais diversos para teste, como baldes, papelão e concreto, e obteve sucesso nos testes. Segundo a pesquisa, os modelos reais terão como principal material o aço. Ainda será testado um protótipo da coluna mais próximo do real, por meio do qual será possível medir, por exemplo, as perdas por atrito, o que pretende aprimorar o modelo.

Segundo o engenheiro, há algumas limitações no funcionamento do sistema. "Uma vez que é movido à energia eólica, ele depende das condições dos ventos, e até mesmo dos requisitos dos cata-ventos, que, por sua vez, devem ser instalados próximos ao mar ou a fontes de água. Isso não acontece caso a fonte de energia seja a turbina eólica, de mecanismo diferente do cata-vento. Há portanto a limitação de espaço, já que quanto mais cata-vento, mais potência", aponta Dias.

Mas já imaginando possibilidades de compensar essas limitações, a pesquisa também sugere utilização da chamada bomba clark, que serve como reaproveitadora das energias "perdidas" durante os processos do sistema.