quarta-feira, 30 de abril de 2008

Calibragem de pneus


Calibragem de pneus


Oxigênio ou nitrogênio: eis a questão.

Manter a pressão adequada nos pneus de seu carro ajuda na dirigibilidade, diminui o desgaste e não força a suspensão. Um cuidado que se deve ter é utilizar a pressão indicada pelo fabricante para cada tipo de carga, indicada em uma plaqueta normalmente colocada no batente da porta do motorista, e não confiar cegamente nos na medição indicada nos calibradores do posto de gasolina.

Você lê isto, percebe que não calibra os pneus há algum tempo e resolve ir ao posto. Chega lá e se depara com dois locais para calibrar: um deles indicando "ar", gratuito; outro indicando "N2", provavelmente pago. E agora?

Vamos lá: o que acontece com um pneu rodando? Aquece! O que acontece com o gás dentro do pneu quando o pneu aquece? Aquece! De acordo com a equação dos gases

PV = NRT

a mudança na temperatura causa mudança na pressão e no volume, o que o faz expandir! Isso é bom? Claro que não. O fato da borracha do pneu aquecer é até bom, pois aumenta a aderência. Só que a expansão do gás dentro do pneu faz com que ele altere seu diâmetro e o formato da banda de rodagem (parte do pneu em contato com o solo), o que não é muito bom.

A composição do ar atmosférico é mais ou menos a seguinte: 78% de nitrogênio (N2), 20% de oxigênio (O2) e 2% dos outros gases, incluindo vapor de água. Se ele é então quase que só nitrogênio, que diferença faz usar ar ou N2 nos pneus?

Nitrogênio puro

A diferença é a seguinte: o ar atmosférico, por conter vapor d'água, sofre maior variação de pressão e volume quando alteramos sua temperatura do que o nitrogênio puro. Se você for atento, dirá que a lei dos gases perfeitos não distingue um gás do outro. É verdade, mas os gases não são "perfeitos", portanto há variação de comportamento de um gás para outro e para misturas gasosas como o ar atmosférico.

Outra vantagem: a ausência do oxigênio (O2) evita - ou pelo menos diminui, já que ele estará presente em quantidades mínimas - a oxidação da borracha na parte interna da câmara ou do pneu.

Mas nem tudo é o que parece. É verdade que utilizar N2 ao invés de ar melhora tudo que foi exposto acima, mas isso não é perceptível em condições normais de uso de pneus em veículos normais.

quarta-feira, 16 de abril de 2008


Quem inventou o sabonete?

Os inventores do sabão foram os fenícios; mais tarde, os espanhóis acrescentaram óleo de oliva, para dar um cheiro mais suave ao sabão; o nome sabonete foi dado pelos franceses.

O sabão foi inventado pelo fenícios, seiscentos anos antes de Cristo. Eles ferviam água com banha de cabra e cinzas de madeira, obtendo um sabão pastoso. O sabão sólido só apareceu no século VII, quando os árabes descobriram o processo de saponificação – mistura de óleos naturais, gordura animal e soda cáustica, que depois de fervida endurece. Os espanhóis, tendo aprendido a lição com os árabes, acrescentaram-lhe óleo de oliva, para dar ao sabão um cheiro mais suave. Nos séculos XV e XVI, enfim várias cidades européias tornaram-se centros produtores de sabão – entre elas, Marselha, na França, e Savona, na Itália. Foi da cidade de Savona que os franceses tiraram a palavra Savon, sabão, e o diminutivo Savonnette, sabonete.


Como funciona o bafômetro?

O bafômetro tem um tubo transparente que contém substâncias químicas, um bocal e uma bolsa plástica inflável; quando a pessoa sopra através do bocal, o álcool exalado reage com a mistura fazendo-a mudar de cor.

O bafômetro baseia-se na relação entre o álcool diluído na corrente sanguínea e o que é expelido na respiração. O aparelho compõe-se de um tubo transparente, semelhante a uma ampola, contendo ácido sulfúrico e dicromato de potássio, um bocal e uma bolsa plástica inflável. Numa extremidade do tubo é colocado o bocal e na outra a bolsa. A pessoa sopra através do bocal até que a bolsa fique inflada. Dessa forma, o álcool exalado – se houver algum no organismo – reage com a mistura do tubo, fazendo-a mudar de cor, de amarelo para verde. De acordo com a tonalidade, é possível estimar a quantidade de álcool presente no sangue.


terça-feira, 15 de abril de 2008


Muitos biocombustíveis seriam mais nocivos que petróleo

A maioria dos produtos agrícolas usados nos Estados Unidos e na Europa para a produção de biocombustíveis na verdade agrava o aquecimento global, devido aos métodos industriais empregados na fabricação do produto, segundo relatório assinado pelo Nobel de Química Paul J. Crutzen.
As conclusões são especialmente negativas para a colza, planta usada na Europa para a produção de biodiesel, e que segundo o estudo pode produzir até 70 por cento mais gases do efeito estufa do que o diesel convencional.
Já o etanol brasileiro foi considerado menos poluente do que o petróleo.
O novo estudo sugere que os biocombustíveis podem na verdade provocar mais liberação do que economia de gases do efeito estufa, devido ao fertilizante usado na produção agrícola, cuja fabricação depende do óxido nitroso (o "gás do riso", usado como anestesia odontológica).
Essa substância tem cerca de 300 vezes mais capacidade de provocar o efeito estufa do que o dióxido de carbono (CO2), o mais comum dos gases do efeito estufa produzidos pelo homem.
"A emissão de óxido nitroso por si só pode cancelar o benefício geral", disse o professor Keith Smith, co-autor do estudo, por telefone à Reuters.
Os resultados, publicados no site "Atmospheric Chemistry and Physics Discussions" (http://www.atmos-chem-phys-discuss.net/7/11191/2007/acpd-7-11191-2007.pdf), baseiam-se na descoberta de que o uso de fertilizantes agrícolas responde por três a cinco vezes mais emissões de gases do efeito estufa do que se imaginava.
Isso lança ainda mais dúvidas sobre a credibilidade dos biocombustíveis como panacéia climática, já abalada pelos sinais de que a demanda por novas fontes energéticas pode acelerar a devastação de florestas (para dar espaço a plantações) e aumentar o custo de vida (por reduzir a área das lavouras para alimentos).
O estudo estima que o uso do biodiesel derivado da colza produza, na melhor das hipóteses, a mesma quantidade de gases do efeito estufa que o diesel. Na pior das hipóteses, produz até 70 por cento a mais.
Já o etanol de cana, do qual o Brasil é o maior produtor mundial, saiu-se melhor: gera apenas entre 50 e 90 por cento dos gases do efeito estufa que seriam emitidos pela gasolina.
O etanol de milho, produzido nos EUA, pode gerar até 50 por cento mais gases responsáveis pelo aquecimento global do que a gasolina.
"Como é usado no momento, o bioetanol de milho parece ser um exercício bastante fútil", disse Smith.
O estudo não avalia o aquecimento extra provocado pela própria produção dos biocombustíveis, ou, por outro lado, os benefícios de usar subprodutos dos biocombustíveis (o bagaço da cana, por exemplo) para substituir o carvão em usinas termoelétricas.
Mas o estudo não condena os biocombustíveis como um todo, sugerindo que cientistas e agricultores priorizem cultivos que exijam menos fertilizantes e menos energia na colheita. (Gazeta do Povo/PR)

Fonte: http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=33780