quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Poluição por nitrogênio no solo sobe 60% em 20 anos na China, diz estudo

O nitrogênio depositado no solo da China cresceu cerca de 60% em duas décadas, como consequência do uso de adubos agrícolas e de poluição emitida por indústrias, aponta um estudo publicado no site da renomada revista "Nature", nesta quarta-feira (20). De acordo com os cientistas, a deposição anual de nitrogênio no solo chinês subiu de 13,2 kg por 10 mil m², em 1980, para 21,1 kg por 10 mil m² em 2000. O nitrogênio depositado provém na maior parte de emissões na atmosfera, que cresceram muito com a atividade industrial crescente da China, apontam os pesquisadores. O estudo foi elaborado por cientistas da Universidade Stanford, nos EUA, da Universidade de Hohenheim, na Alemanha, da Universidade Vrije de Amsterdã, na Holanda, e da Universidade de Agricultura da China, entre outras instituições. A presença excessiva de nitrogênio tem consequências nocivas para o ambiente e a saúde das pessoas. Em níveis elevados, a substância pode causar acidificação do solo, reduzir o crescimento das plantas, levar à perda de biodiversidade e poluir águas de rios e lagos. "O rápido crescimento econômico da China levou a altos níveis de emissão de nitrogênio ao longo das últimas décadas", disse o pesquisador Zhang Fusuo, co-autor do estudo. "A China e outras economias estão enfrentando um desafio contínuo de reduzir as emissões de nitrogênio, a deposição de nitrogênio, e seus efeitos negativos", afirma o texto da pesquisa publicada pela "Nature". O crescimento anual de deposição foi de 0,41 kg de nitrogênio para cada 10 mil m² de solo desde 1980 até 2010, segundo os pesquisadores. "Informações sobre a magnitude, o alcance e as consequências reais [da poluição por nitrogênio] ainda são desconhecidas", afirma o estudo dos cientistas.

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